Enquadramento
A Cibersegurança constitui uma área fulcral das Tecnologias da Informação que tem evidenciado um crescimento exponencial nos últimos anos, impulsionado, em grande medida, pelo advento da Inteligência Artificial (IA) Generativa e Vertical. Esta nova e disruptiva tecnologia está a revolucionar a produção digital, optimizando tarefas, processando vastos volumes de informação e gerindo dados empresariais e pessoais sensíveis.
É notório o crescente interesse das organizações em integrar soluções de IA para alavancar a produtividade e optimizar custos operacionais. Contudo, na mesma velocidade com que emergem estas ferramentas e as automações associadas, aumenta também a superfície de ataque cibernético. Esta vulnerabilidade é amplificada pela presença de falhas de segurança inerentes e pela escassez de planos de mitigação e resposta a incidentes (IRP) robustos nas empresas.
A digitalização acelerada, potenciada pela IA, expõe, cada vez mais, os dados confidenciais aos ciberatacantes. Estes, por sua vez, recorrem a ferramentas sofisticadas, muitas vezes baseadas em IA, para realizar ataques em escala, o que se traduz num aumento global do número e da complexidade das intrusões. Neste panorama, Portugal assume-se, em certas métricas, como um dos países da União Europeia mais afectados por ciberataques bem‑sucedidos. De facto, o país ocupou o 12º lugar entre os países europeus mais visados no primeiro semestre do ano, de acordo com o Microsoft Digital Defense Report. Este cenário é caracterizado pela especial prevalência de ataques de Engenharia Social e Phishing, os quais continuam a ser o vector de ataque mais eficaz. O cibercrime deixou de ser uma ameaça exclusiva das grandes corporações, alastrando-se agora às Pequenas e Médias Empresas (PME), que estão, frequentemente, menos preparadas. O fenómeno da IA e a ameaça cibernética são, inequivocamente, realidades paralelas e interligadas na actual conjuntura empresarial.
Considerando este panorama recente e crítico, esta formação intensiva de 8 horas visa dotar os formandos de um conhecimento abrangente em Cibersegurança que transcende a dimensão estritamente técnica de redes e computadores. A segurança revela-se, acima de tudo, uma Cultura Preventiva que deve ser adotada por toda a equipa (ownership). Esta compreensão é aliada à aquisição de ferramentas estratégicas e de procedimentos técnicos essenciais que podem evitar ou reduzir significativamente os danos decorrentes de um ataque cibernético, tanto a nível empresarial como pessoal. Proteger os dados e salvaguardar a segurança da informação é um imperativo ético e um compromisso de responsabilidade para com todos os stakeholders que utilizam os sistemas, garantindo a resiliência e a continuidade dos processos.




